A psoríase é uma doença inflamatória da pele que afeta mais de 60 milhões de pessoas no mundo. A sua lesão é caracterizada por placas eritematosas (vermelhas) e descamativas. Possui incidência igual entre homens e mulheres. Infelizmente, seu curso pode ser afetado pela questão emocional.
De fato, a doença de pele isolada, psoríase, é uma doença do domínio do dermatologista. No entanto, 30% dos pacientes com psoríase, ao longo da vida, irão evoluir para um quadro de dores articulares do tipo artrite psoriásica. E são nesses casos que o reumatologista entra em jogo.
Psoríase de couro cabeludo, psoríase de unha e a psoríase invertida (que pega as dobrinhas do corpo, exemplo das nádegas) conferem maior risco para evoluir para artrite psoriásica.
A artrite psoriásica, em 70% dos casos, ocorre após a lesão de pele estar estabelecida, e o paciente inicia com quadro de dores articulares, inchaço e rigidez para a realização das atividades. A dor pode ser tanto no esqueleto axial (bacia e colunas) bem como no esqueleto periférico (mãos, cotovelos, joelhos, tornozelos). Em 15% dos casos a lesão de pele surge simultaneamente as dores articulares e, pasmem, os outros 15% podem ter o início de artrite mesmo antes das lesões se iniciarem.
O reumatologista, quando faz o tratamento da doença psoriásica, engloba todos os domínios da doença: pele e articulação. Dessa maneira, muitas vezes, o seguimento de imunossupressão (parte do tratamento da doença) é feito o encaminhamento do dermatologista para o reumatologista.
Com o advento dos imunobiológicos, tem se alcançado altos níveis de melhora da parte cutânea e das dores articulares.
E aí, tem psoríase? Que tal passar por uma avaliação reumatológica?
Dr. Gabriel Caetano Pereira
Médico Reumatologista
CRM PR 38967 RQE 29986
Mestrando em Medicina Interna pela UFPR
Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia
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